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Asteróides segundo a Mitologia

Ceres:




Ceres, Deméter para os gregos, é deusa do cereal. É uma deusa matriarcal, a imagem do poder das entranhas da terra. Diz-se que ela ensinou aos homens as artes de arar, plantar e colher, e às mulheres, como moer o trigo e fazer o pão.
Segundo a mitologia, o início da vida de Ceres foi bastante traumático. Assim que nasceu, teve o mesmo destino dos seus irmãos Juno, Vesta, Plutão e Netuno e foi engolida pelo seu pai, Saturno. A beberagem oferecida por Júpiter a Saturno, único filho que não havia sido engolido, fez com que Saturno "vomitasse" todos irmãos. Ceres, por ter sido a segunda filha, foi a penúltima a ser devolvida.
Mas foi um episódio envolvendo sua filha que marcou mais significativamente a personalidade desta deusa. Ceres morava feliz com sua única filha, Prosérpina, na mais completa harmonia. Entretanto, certo dia, ao colher flores, a garota foi atraída por um lindo narciso. Ao estender a mão para pegá-lo, o solo fendeu-se diante dela surgindo Plutão, o deus das trevas e irmão de sua mãe, que havia se apaixonado perdidamente pela jovem. Plutão então puxou-a para seu carro de ouro e levou-a para o seu reino - os infernos. Prosérpina gritou pedindo ajuda ao seu pai Júpiter, mas não recebeu nenhum auxílio.
Sob a influência de Plutão, Prosérpina aceitou comer um "bago de romã" , a fruta das trevas, que tinha o poder de aprisionar nos infernos para sempre quem a comesse. Desesperada, Ceres, procurou sua filha por nove dias e nove noites sem parar para comer, dormir ou beber água. Também pediu ajuda a Júpiter, seu irmão e pai de sua filha, mas não foi atendida.
Enfurecida e incapaz de aceitar a perda da filha, Ceres ordenou que a terra secasse, recusando-se a devolver-lhe a abundância. Nada a faria mudar e o mundo estava condenado a perecer por falta de alimento. Graças a intervenção do deus da comunicação e mensageiro dos deuses, Mercúrio, Ceres aceitou o acordo: Prosérpina viveria com sua mãe durante nove meses do ano e deveria retornar para o marido nos três outros meses.
Ceres representa a experiência da maternidade, não só a gestação física, mas a experiência da Grande Mãe, da descoberta do corpo como algo precioso e valioso que requer muita atenção. Significa os prazeres simples da vida, a conscientização de que somos parte da natureza. Ceres representa uma sabedoria não racional, que vem da natureza, da capacidade de esperar até que as coisas estejam maduras para agir.Como filhos de Ceres, a grande mãe, temos a capacidade de nos percebermos parte da mesma natureza e de estar em harmonia com tudo o que nos cerca. Ela também representa a aceitação das mudanças e separações, inclusive aquelas que envolvem muita dor. É o amadurecimento do grão que se transforma em árvore e doa seus frutos para os filhos. Por outro lado, sua figura de mãe enlutada, com a vida marcada por mudanças bruscas e separações traumáticas, representa o rancor e a mágoa.


 Pallas Atenas:



Narra o mito que a Sabedoria e a Justiça, personificadas pela deusa grega Athena, é fruto de Métis (a astúcia, a inteligência) com o poderoso Zeus, ordenador do Cosmos.
Após ter sido proferido pelo oráculo que, se Zeus tivesse uma filha, ela se tornaria ainda mais poderosa que ele, Zeus tratou de engolir Métis para impedir o nascimento. Assim, Athena é gerada na cabeça do soberano do Olimpo (por isso, a deusa é associada ao lógos).
Findado o período de gestação, o supremo deus começou a sentir terríveis dores de cabeça, pois enquanto a Justiça não nasce, elas são inevitáveis.
Desesperado e no limite, Zeus ordena ao ferreiro divino Hefestos (Vulcano) que lhe abra a cabeça. Mesmo a contragosto, com técnica e precisão, desferra-lhe o machado de ouro certeiro e todos se surpreendem ao verem surgir, imponente e armada, pronta para a guerra, a deusa Palas Athena.
Palas significa "a donzela", pois a poderosa filha pede ao pai para manter-se sempre virgem e, desta forma, impor-se com a autoridade de quem não se deixa seduzir ou corromper.
Sua principal característica física é o porte altivo. Invocando a proteção de Athena sobre todo e qualquer embate, tem-se a vitória como certa, uma vez que Palas Athena é sempre acompanhada por Niké (a vitória).

Vesta:




Vesta, filha de Saturno e Cibele, era a deusa dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira. Embora Vesta fosse bastante cortejada pelos deuses Poseidon e Apolo, a deusa havia jurado a Zeus que se manteria virgem, fato pelo qual ele lhe deu a honra de ser venerada em todos os lares e ser muitíssima respeitada por todos os deuses e mortais.
Em Roma, a deusa Vesta simbolizava a perenidade do império. Suas sacerdotisas eram chamadas de vestais e tinham um voto de castidade, além de ter que servir Vesta durante trinta anos.
Normalmente, Vesta era apresentada como uma mulher jovem, com grandes roupas e um véu sobre a cabeça e ombros. Devido a sua simplicidade, não houveram tantas manifestações artísticas nem histórias narrando os fatos a respeito da deusa.
 Era muito comum utilizar a sua imagem nas moradas dos jovens que iam adquirir conhecimento longe de sua terra natal. Cortejada pelos deuses, e especialmente pelo belo Apolo e por Netuno, Vesta rejeitou todas as propostas amorosas e conseguiu que o próprio Júpiter protegesse sua virgindade.
Devido a sua vontade de permanecer casta, suas sacerdotisas, as vestais, que vigiavam em permanência o fogo sagrado nos templos, também se mantinham assim. De onde saiu a expressão virgem vestal.


Juno ou Hera:




Juno ou Juno Lucina, também conhecida como Hera na mitologia grega, é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira.
Juno e Júpiter tinham 2 filhos, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecida ao vê-lo que atirou-o para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o jogou para fora, por este ter participado de uma briga do rei do Olimpo com Juno, deixando-o coxo com a queda.
Juno possuia muitas rivais, entre elas, a bela Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era uma. Um dia, Calisto reconheceu num caçador seu filho Arcas, já homem. Quis correr e abraçá-lo mas Arcas já erguera sua lança para matá-la quando Júpiter, vendo a desgraça que estava por acontecer afastou-os e lançou-os ao céu transformando-os nas constelações de Ursa Maior e Ursa Menor. Juno, enfurecida por Júpiter ter dado tal privilégio a sua rival, sai à procura de Tétis e Oceanus, as antigas divindades do mar. Conta-lhes toda a injúria que Júpiter fizera a ela, e pede para que eles não deixem as constelações se esconderem em suas águas. Assim a Ursa Maior e a Ursa Menormovem-se em círculo no céu mas nunca descem por trás do oceâno, como as outras estrelas.
Outra de suas rivais foi Io, que Júpiter, ao sentir a presença de Juno, transforma em uma novilha. Juno, desconfiada, pede a novilha de presente. Júpiter não podia negar um presente tão insignificante a sua mulher, então, pesaroso, entrega a novilha a Juno que coloca-a sob os cuidados de Argos Panoptes, um monstro de muitos olhos, e tendo tantos, nunca fechava mais que dois para dormir, vigiando Io dia e noite. Júpiter, perturbado pelo sofrimento da amante, pede a Mercúrio que mate Argos. Com músicas e histórias, Mercúrio consegue fazer com que Argos feche seus 100 olhos e nisso corta sua cabeça fora. Juno entristecida recolhe seus olhos que haviam perdido toda a luz e coloca-os na cauda de seu pavão, onde permanecem até hoje.
Enfurecida, Juno persegue Io por muitas partes da terra até que Júpiter intercede por ela prometendo não dar mais atenção a Io. Juno concorda devolvendo-lhe a aparência humana.
Outro forte inimigo de Juno foi Hércules, filho de Júpiter com a mortal Alcmena. A este declarou guerra desde seu nascimento. Com uma tentativa frustrada de matá-lo quando era apenas um bebê, Juno o submete a Euristeus, que o envolve em muitas aventuras perigosas que ficaram conhecidas como "doze trabalhos".

Cupido:



Cupido nos tempos primitivos é considerado um dos grandes princípios do universo e até o mais antigo dos deuses. Representa a força poderosa que faz com que todos os seres sejam atraídos uns pelos outros, e pela qual nascem e se perpetuam todas as raças. Mitologicamente, não sabemos quem é seu pai, mas os poetas e escultores concordam em lhe dar Vênus por mãe, e é realmente naturalíssimo que Cupido seja filho da beleza.
O nascimento de Cupido proporcionou a Lesueur o tens de uma encantadora composição. Vênus sentada nas nuvens está rodeada das três Graças, uma das quais apresenta o gracioso menino. Uma das Horas, que paira no céu, esparze flores sobre o grupo.
Notando Vênus que Eros (Cupido) não crescia e permanecia sempre menino, perguntou o motivo a Têmis. A resposta foi que o menino cresceria quando tivesse um companheiro que o amasse. Vênus deu-lhe, então, por amigo Anteros (o amor partilhado). Quando estão juntos, Cupido cresce, mas volta a ser menino quando Anteros o deixa. É uma alegoria cujo sentido é que o afeto necessita de ser correspondido para desenvolver-se.
A educação de Cupido por Vênus proporcionou assunto para uma multidão de maravilhosas composições em pedras gravadas. Vênus brinca com ele de mil modos diversos, pegando-lhe o arco ou as setas e seguindo-lhe com o olhar os graciosos movimentos. Mas o malicioso menino vinga-se, e várias vezes a mãe experimenta o efeito das suas flechadas.
Cupido era freqüentemente considerado um civilizador que soube mitigar a rudeza dos costumes primitivos. A arte apoderou-se dessa idéia, apresentando-nos os animais ferozes submetidos ao irresistível poder do filho de Vênus. Nas pedras gravadas antigas vemos Cupido montado num leão a quem enfeitiça com os seus acordes; outras vezes atrela animais ferozes ao seu carro, após domesticá-los, ou então quebra os atributos dos deuses, porque o universo lhe está submetido. Não obstante o seu poder, jamais ousou atacar Minerva e sempre respeitou as Musas.
Cupido é o espanto dos homens e dos deuses.Júpiter, prevendo os males que ele causaria, quis obrigar Vênus a desfazer-se dele. Para o furtar à cólera do senhor dos deuses, viu-se Vênus obrigada a ocultá-lo nos bosques, onde ele sugou o leite de animais ferozes. Também os poetas falam sem cessar da crueldade de Cupido: "Formosa Vênus, filha do mar e do rei do Olimpo, que ressentimento tens contra nós? Por que deste a vida a tal flagelo, Cupido, o deus feroz, impiedoso, cujo espírito corresponde tão pouco ao encantos que o embelezam? Por que recebeu asas e o poder de lançar setas, a fim de que não pudéssemos safar-nos dos seus terríveis golpes?" (Bíon).
Um epigrama de Mosco mostra a que ponto conhecia Cupido o seu poder, até contra Júpiter. "Tendo deposto o arco e o archote, Cupido, de cabelos encaracolados, pegou um aguilhão de boieiro e suspendeu ao pescoço o alforje de semeador; depois, atrelou ao jugo uma parelha de bois vigorosos e nos sulcos atirou o trigo de Ceres. Olhando, então para o céu, disse ao próprio Júpiter: "Fecunda estes campos, ou então, touro da Europa, eu te atrelarei a este arado." (Antologia).
Luciano, nos seus diálogos dos deuses, assim formula as queixas de Júpiter a Cupido:
"Cupido. - Sim, se cometi um erro, perdoa-me, Júpiter. Sou ainda menino e não atingi a idade da razão.
Júpiter. - Tu, Cupido, um menino?! Mas se és mais velho que Japeto. Por não teres barba nem cabelos brancos, julga-tes ainda menino? Não. És velho e velho maldoso.
Cupido. - E que mal te fez, pois, este velho, como dizes, para que penses em encadeá-lo?
Júpiter. - Vê, pequenino malandro, se não é grande mal insultar-me a ponto de fazeres com que eu me revestisse da forma de sátiro, touro, cisne e água. Não fizeste com que mulher alguma se apaixonasse de mim próprio, e não sei absolutamente que, pelo teu sortilégio, eu tenha conseguido agradar a uma que fosse. Pelo contrário, devo recorrer a metamorfoses e ocultar-me. É verdade que amam o touro ou o cisne, mas se me vissem morreriam de medo." (Luciano).
Cupido inspirou encantadores trechos a Anacreonte: "No meio da noite, na hora em que todos os mortais dormem, Cupido chega e, batendo à minha porta, faz estremecer o ferrolho: "Quem bate assim? exclamei. Quem vem interromper-me os sonhos cheios de encanto? - Abre, responde-me Cupido, não temas, sou pequenino. Estou molhado pela chuva, a lua desapareceu e eu me perdi dentro da noite." Ouvindo tais palavras apiedei-me; acendo a lâmpada, abro e vejo um menino alado, armado de arco e aljava; levo-o ao pé da lareira, aqueço-lhe os dedinhos entre as minhas mãos, e enxugo-lhe os cabelos encharcados de água. Mal se reanima: "Vamos, diz-se, experimentemos o arco. Vejamos se a umidade o não estragou. "Estica-o, então, e vara-me o coração, como faria uma abelha; depois, salta, rindo com malícia: "Meu hóspede, diz, rejubila-te. O meu arco está funcionando perfeitamente bem, mas o teu coração está agora enfermo." (Anacreonte).
"Um dia, Cupido, não percebendo uma abelha adormecida nas rosas, foi por ela picado. Ferido no dedinho da mão, soluça, corre, voa para o lado de sua mãe: "Estou perdido, morro! Uma serpentezinha alada me picou. Os lavradores dizem que é uma abelha." Vênus responde-lhe: "Se o aguilhão de uma simples abelha te faz chorar, meu filho, reflete como devem sofrer aqueles a quem tu atinges com as setas!" (Anacreonte).

Hígia:




Na mitologia grega Higéia (equivalente romana: Salus) era a filha de Esculápio. Era a deusa da saúde, limpeza e sanitariedade (e posteriormente: a lua), exercia uma importante parte no culto do pai . Enquanto seu pai era mais associado diretamente com a cura, ela era associada com a prevenção da doença e a continuação da boa saúde.
Higia era assunto de um culto local desde pelo menos o século VII a.C e "Atena Higia" era um dos títulos dados à Atena.
No entanto, o culto de Higia como uma deusa independente não começou a ser divulgado até o Oráculo de Delfos a ter reconhecido, e depois da devastadora praga sobre Atenas em 429 e 427 a.C e em Roma em 293 a.C. Seus templos primários eram em Epidauro, Corinto, Cós e Pérgamo

Éros: 



Ignorado por Homero, Eros aparece pela primeira vez na Teogonia de Hesíodo, que o descreve como o mais belo dos imortais, capaz de subjugar corações e triunfar sobre o bom senso.
Deus grego do amor e do desejo, Eros encerrava, na mitologia primitiva, significado mais amplo e profundo.
Ao fazê-lo filho do Caos, vazio original do universo, a tradição mais antiga apresentava-o como força ordenadora e unificadora.
Assim ele aparece na versão de Hesíodo e em Empédocles, pensador pré-socrático.
Seu poder unia os elementos para fazê-los passar do caos ao cosmos, ou seja, ao mundo organizado.
Em tradições posteriores era filho de Afrodite e de Zeus, Hermes ou Ares, segundo as diferentes versões.
Platão descreveu-o como filho de Poro (Expediente) e Pínia (Pobreza), daí que a essência do amor fosse "sentir falta de", busca constante, em perpétua insatisfação.
Seu irmão Ânteros, também filho de Afrodite, era o deus do amor mútuo e, às vezes, oponente e moderador de Eros.
Artistas de várias épocas representaram com freqüência o episódio da relação de Eros com Psiqué, que simboliza a alma e constitui uma metáfora sobre a espiritualidade humana.
Em Roma, Eros foi identificado com Cupido. Inicialmente representavam-no como um belo jovem, às vezes alado, que feria os corações dos humanos com setas.
Aos poucos, os artistas foram reduzindo sua idade até que, no Período Helenístico, a imagem de Eros é a representação de um menino, modelo que foi mantido no Renascimento.

Chíron: 



Chíron foi um centauro sábio que conseguiu dominar sua natureza animal, ele era gentil e conhecedor de várias artes como música, medicina, guerra, atronomia e o dom de prever o futuro.
Chiron vem do grego Kheiron , donde Kheir=mão. Lembremos que ele era um grande médico, pois sabia muito compreender seus pacientes, por ser um médico ferido.
Ele representa o triunfo do espírito, da inteligência e da Sabedoria sobre a matéria, os instintos e as paixões injustificadas.
Na educação dos heróis, a primeira etapa deveria sempre passar pelas mãos de Chíron, que lhes ensinava a Sabedoria da Vida através do sofrimento.
Ele vivia dentro de uma gruta por ser filho de Saturno, símbolo de Velho Mestre. Foi instrutor de Aquiles(ímpeto), de Ulisses(prudência), de Esculápio (Cura) e de muitos príncipes.
Ele tinha uma ferida incurável em sua anca, que foi causada inadvertidamente por Hércules, quando este lutava contra os centauros monstruosos e o atingiu na luta. Pela dor de sua ferida ele fazia o seu “Cura-te a ti mesmo” e assim podia ensinar aos outros a arte de Curar.
Ele nos ensina a Transformação de nossas forças Telúricas em forças de Vida, com direção e com obediência à voz do EU SUPERIOR
“Ninguém pode Curar mais, além da medida em que se há curado a si mesmo”.
Lembremos que Chiron era imortal por ser filho de Saturno, mas sua dor era tão profunda que ele trocou sua imortalidade com Prometeu.
Chíron fez o sacríficio de sua parte instintiva, quando caminhou para a Morte libertou toda sua compaixão e ele se torna o grande consolador de Almas. Quando morreu foi levado para um Universo Paralelo, no plano dos Arquétipos, e ele é o Senhor da grande Porta do Universo de Cura.
Na mitologia grega Higéia (equivalente romana: Salus) era a filha de Esculápio. Era a deusa da saúde, limpeza e sanitariedade (e posteriormente: a lua), exercia uma importante parte no culto do pai . Enquanto seu pai era mais associado diretamente com a cura, ela era associada com a prevenção da doença e a continuação da boa saúde.
Higia era assunto de um culto local desde pelo menos o século VII a.C e "Atena Higia" era um dos títulos dados à Atena.
No entanto, o culto de Higia como uma deusa independente não começou a ser divulgado até o Oráculo de Delfos a ter reconhecido, e depois da devastadora praga sobre Atenas em 429 e 427 a.C e em Roma em 293 a.C. Seus templos primários eram em Epidauro, Corinto, Cós e Pérgamo

Os Planetas segundo a Mitologia



Sol





Desde a antigüidade, nas mais diversas culturas e civilizações, o Sol era considerado como a mais importante divindade. Na mitologia greco-romana era Hélios que tinha como tarefa levar luz e calor ao mundo dos homens, percorrendo o céu em sua carruagem dourada puxada por cavalos que soltavam fogo pelas ventas. Logo pela manhã era recebido pela deusa Aurora, que lhe abria passagem, recebendo os primeiros raios solares que ela jogava sobre a relva ainda molhada pelo orvalho. Havia outro deus da Luz e das profecias, Apolo, que assumiria seu lugar na Grécia antiga, incorporando suas características.Apolo, filho de Zeus (Júpiter) e Latona. Apolo é o deus da juventude, das profecias e da música. Como assume as características do Sol, ele vitaliza e enche de luz todos os serem vivos, podendo queimá-los e reduzi-los a cinzas. Diz-se que foi o primeiro vitorioso dos Jogos Olímpicos, simbolizando o homem na sua forma mais perfeita, tradução exata do ideal dos deuses olímpicos.

Lua 




Alguns dizem ser a Lua mulher do Sol e outros que seria sua irmã e há outros que dizem que seria sua filha.
A Lua foi considerada inicialmente como uma divindade sideral, tendo sido atribuído seu nome Selene. Ao entardecer, quando Apolo (Hélios), com sua carruagem dourada, cheia de raios solares, terminava seu trabalho de lançar raios solares ao mundo, surgia sua irmã Selene (Lua) no horizonte, iluminando com suavidade a terra enquanto Apolo travava uma grande batalha com a deusa das trevas. Os povos antigos atribuíam grande importância à Lua, associando sua passagem com os fenômenos naturais, até hoje usada por algumas culturas primitivas, e comprovada sua influência pela ciência.Com sua passagem os homens se recolhiam e voltavam para suas casas onde se uniam aos seus familiares e multiplicavam a raça humana. A ela foram associados os trabalhos agrícolas e a maternidade. Estavam sob sua proteção as mulheres, as jovens esposas e as mulheres grávidas. A Lua, ou Selene, também foi associada com Hécate, deusa dos encantamentos e dos sonhos, sendo invocada em todos os assuntos que envolviam magias, encantamentos e feitiçarias.

Lilith:



O primeiro capitulo da Bíblia, conta a história de Adão e Eva ...mas segundo o Zohar (comentário rabínico dos textos sagrados), Eva não é a primeira mulher de Adão. Quando Deus criou o Adão, ele fê-lo macho e fêmea, depois cortou-o ao meio, chamou a esta nova metade Lilith e deu-a em casamento a Adão. Mas Lilith recusou, não queria ser oferecida a ele, tornar-se desigual, inferior, e fugiu para ir ter com o Diabo. Deus tomou uma costela de Adão e criou Eva, mulher submissa, dócil, inferior perante o homem.
De acordo com Hermínio, "Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite, criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas com Adão". Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela Inquisição. O astrólogo assinala que ali começou a eterna divergência entre o masculino e o feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem.
     O mito de Lilith pertence à grande tradição dos testemunhos orais que estão reunidos nos textos da sabedoria rabínica definida na versão jeovística, que se coloca lado a lado, precedendo-a de alguns séculos, da versão bíblica dos sacerdotes. Sabemos que tais versões do Gênesis - e particularmente o mito do nascimento da mulher -  são ricas de contradições e enigmas que se anulam. Nós deduzimos que a lenda de Lilith, primeira companheira de Adão, foi perdida ou removida durante a época de transposição da versão jeovística para aquela sacerdotal, que logo após sofre as modificações dos pais da igreja.
No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o "fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir, queria os mesmos direitos do homem mas quando constatou que não poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não submeter-se a Adão e, a odia-lo como igual, resolveu abandona-lo. Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6 ou 7). Todas as vezes em que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." Mas Adão se recusava a inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não podia ser transgredida. Lilith deve submeter-se a ele pois esta é a condição do equilíbrio preestabelecido. Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a condição de igualdade, Lilith se revolta, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusações a Adão e vai embora; é o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez vir ao mundo os demônios.
        Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: Procurei-a em meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a encontrei" (Cântico dos  Cânticos III, 1). Lilith partiu rumo ao mar vermelho (Diz-se que quando Adão insistiu em ficar por cima durante as relações, Lilith usou seus conhecimentos mágicos para voar até o Mar Vermelho). Lá onde habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. É um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio, e é o seu caráter demoníaco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu poder. Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do Outro Lado . Como conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida como "Liliotes ou Linilins", na prodigiosa proporção de cem por dia. Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar a tristeza de Adão, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como as exigências da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento de Adão. É o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith é força destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com imundície e lodo), Eva é construtiva e Mãe de toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Adão).
        Jehová-Deus tenta salvar a situação, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou ao seu encalço uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la; porém, uma vez mais e com grande fúria, ela se recusou a voltar. Lilith está irredutível e transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo? Os anjos ainda ameaçaram: "Se desobedeces e não voltas, será a morte para ti." Lilith , entretanto, em sua sapiência demoníaca, sabe que seu destino foi estabelecido pelo próprio Jeová-Deus. Ela está identificada com o lado demoníaco e não é mais a mulher de Adão. Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia, os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia. Jeová-Deus, por seu lado, inicia uma incontrolável matança dessas criaturas, que, por vingança, são enfurecidas pela sua genitora. Está declarada a guerra ao Pai. Os homens, as crianças, os inválidos e os recém-casados, são as principais vítimas da vingança de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e não descansará assim tão cedo.

Uma outra versão diz que foram os anjos que mataram os filhos que tivera com Adão. Tão rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Adão com sua segunda esposa, Eva.
 Lilith Alegou ter poderes vampíricos sobre bebês, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus nomes, ela não faria nenhum mal aos humanos. Então, como não podia vencê-los, ela fez um trato com eles: concordou em ficar afastada de quaisquer bebês protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos três anjos. Não obstante, esse ódio contra Adão e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua fúria sobre os filhos deles e de todas as gerações subseqüentes.
        A partir daí, Lilith assume plenamente sua natureza de demônio feminino, voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore assírio, babilônico e hebraico. E são inúmeras as descrições que falam do pavor de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o sono e os envolvia com toda sua fúria sexual, aprisionando-os em sua lasciva demoníaca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na relação com Adão), conduzia a penetração abrasante. Aqueles que resistiam e não morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo. Por isso Lilith também está identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os homens, estrangular crianças e espalhar a morte.

 Durante os primeiros séculos da era cristã, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na comunidade judaica. Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabalística do século 13 que constitui o mais influente texto hassídico e no Talmude, o livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emissões noturnas citadas como um sinal visível de sua presença. Os espíritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uniões. No Zohar Hadasch (seção Utro, pág. 20), está escrito que Samael - o tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedução do primeiro casal humano. Não foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Adão, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana. O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a mácula cuja infecção foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath, fol. 146, recto)". Em outras partes, o demônio masculino leva o nome de Leviatã, e o feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva, teria representado o papel da esposa de Adão no éden durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Adão a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah). Das relações entre Adão e a Heva-serpente, teriam nascido legiões de larvas, de súcubos e de espíritos semiconscientes (elementares). Os rabinos fazem de Leviatã uma espécie de ser andrógino infernal, cuja a encarnação macho (Samael) é a "serpente insinuante" e a encarnação fêmea (Lilith), é a "cobra tortuosa" . Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres serão aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que virão o Altíssimo (bendito seja!) decapitará o ímpio Samael, pois está escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse tempo Jeová com sua espada terrível visitará Leviatã, a serpente insinuante que é Samael e Leviatã, a cobra tortuosa que é Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI). Também segundo os rabinos, Lilith não é a única esposa de Samael; dão o nome de três outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro demônias, só Lilith dividirá com o esposo a terrível punição, por tê-lo ajudado a seduzir Adão e Eva. Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contrário do que acontece com as outras duas irmãs, Nahemah e Lilith.

Mercúrio



Filho de Zeus (Júpiter) e a deusa Maia, Mercúrio (Hermes) nascido de um vão de um salgueiro, foi inicialmente uma divindade pastoril. Desde cedo já demonstrava suas habilidades ligadas à comunicação e à inteligência. Quando bebê conseguia desenfaixar-se dos panos que o prendiam ao seu berço no salgueiro e andar pelas matas. Uma vez foi à Tessália e roubou os rebanhos de Admeto. Apagou os traços do roubo , subornou as testemunhas e sacrificou dois novilhos aos deuses. Matando uma tartaruga, fez, com seu casco uma lira encantada. Esconde o rebanho e volta ao seu berço, se enfaixando novamente, como se nada houvesse acontecido. Apolo (Hélios) acusa Mercúrio de roubar o rebanho de Admeto.
Como Mercúrio não conseguia mentir ele inicia uma história muito confusa enquanto toca a lira e encanta Apolo e Admeto, que resolvem comprar a lira. Mercúrio a vende pelo valor dos rebanhos que ele mesmo tinha roubado. Mercúrio passa a ser um deus com mais atributos. Velocidade de pensamento, agilidade e rapidez. De seus pés nascem asas e ele é presenteado por Apolo com um capacete com asas. Um dia ele encanta serpentes que se enrolam num ramo de salgueiro, de onde brotam asas nas pontas, dando origem ao Caduceu, um cetro mágico que ele sempre transportava. Daí em diante protege os comerciantes, viajantes e ladrões. Representado por um jovem, bonito e forte, andava seminu, tendo somente um pano que enrolava suas partes mais íntimas, que, mesmo se não houvesse vento, sempre tremulavam. Era o único deus que conseguia entrar nos infernos e mundo de Hades, tendo sido encarregado de transportar as almas ao mundo dos mortos. Sempre jovem e multicolorido, Mercúrio se torna um dos mais adorados deuses da antigüidade.

Vênus



Quando Saturno (Cronos) castra seu pai, o Céu (Urano), a pedido de sua mãe Terra (GAIA), e lança seus testículos ao mar, surge uma efervescência do mar que dará origem à deusa Vênus (Afrodite). Associada inicialmente à fecundação e à geração, com o passar dos anos ela é associada ao amor nos seus mais variados aspectos. Muito amada e amante ardorosa, ela se nega a deitar com Júpiter (Zeus) que a condena a se casar com Vulcano (Hefestos), o mais feio dos deuses, que morava na Terra. Trazendo em si a marca do amor, não consegue ser fiel ao seu marido e o trai com diversos deuses, tendo filhos com todos, fazendo valer seu outro destino : o de gerar e preservar a espécie.

Terra 





Conhecida como Gaia para os gregos, a Terra é a Mãe geradora de todos os deuses e criadora do planeta, é também conhecida por Géia, Gaea ou Gê.
Nascida do Caos, foi a ordenadora do Cosmos, acabando assim com a desordem e a destruição em que aquele se encontrava, criando a harmonia.
Sozinha, gerou Urano (o Céu) e Pontos (o Mar); criou, do seu próprio corpo, montanhas, vales e planícies; fez nascer a água e deu origem aos seres vivos.
Uniu-se a Urano e dessa junção nasceram os Titãs, as Titânides, os Ciclopes e os Hecatonquiros. Temendo o poder dos filhos, Urano aprisionou-os. Gaia ficou furiosa e convenceu o filho Cronos, o mais jovem dos Titãs, a castrar o pai, assim que ele (o Céu) viesse de novo unir-se a ela (a Terra), dando-lhe para o efeito uma foice de aço. O desentendimento entre Gaia e Urano levou, assim, à separação entre o Céu e a Terra. Gaia, Urano e a sua descendência (Cronos, por exemplo, é o pai de Zeus, considerado o deus dos deuses) são referidos como divindades primordiais, das quais terão derivado as diversas famílias de deuses gregos – por esta razão, Gaia é uma das primeiras divindades a integrar a morada dos deuses.

Marte



Marte para os romanos, Ares para os gregos, filho de Júpiter (Zeus) e Juno (Hera), senhor da guerra, divindade brutal, amante da luta e semeador de desentendimentos entre os deuses e mortais. Desprezado pelos deuses olímpicos era considerado bárbaro e inculto, jamais sendo aceito pela sociedade grega. A mais célebre de suas aventuras amorosas foi com Vênus (Afrodite), a deusa do amor e da beleza, esposa de Vulcano (Hefestos) com quem teve seus filhos Cupido (Eros), Harmonia, Deimos (o Medo) e Phobos (o Terror).
Representado por um jovem musculoso e seminu trazia uma lança, uma espada e um escudo sempre em sua biga prateada puxada por cavalos brancos.

Júpiter




Na Mitologia, Júpiter para os romanos e Zeus para os Gregos, o deus dos deuses e maior divindade do Olimpo. Quando criança foi alimentado pela Cabra Amaltéia, adquirindo toda sua força divina e sabedoria. Filho de Saturno (Cronos e Cibele (Réia), sua avó Gaia (Géia) evitou que o pai enlouquecido, temendo perder o trono para um de seus filhos, o devorasse, assim como já tinha feito com seus irmãos. Envolvendo uma pedra num pano Gaia oferece a Saturno dizendo ser Zeus. Ao engolir a pedra vomita seus irmãos e inicia-se uma batalha que dura dez anos entre . Ao fim da luta Júpiter e seus irmãos Netuno (Poseidon) e Plutão) repartem a universo, cabendo a ele o domínio sobre os céus e a terra.
A Netuno são entregues os mares, enquanto a Plutão cabe o mundo subterrâneo e os infernos. Júpiter se casa com Juno (Hera), mas tem várias amantes, deusas e mortais, tendo inúmeros filhos. Representado por um homem grande e forte, com aspecto majestoso e imponente, Júpiter é adorado pelos homens e deuses, sendo doce e terno mas ao mesmo tempo terrível e cruel. Senhor dos trovões e das tempestades, seus instrumentos são os raios, o cetro e a águia.

Saturno



Na Mitologia, Saturno para os romanos e Cronos para os gregos. Filho de Urano (Céu) e Gaia (Géia). A pedido de sua mãe, castra seu pai Urano, que enlouquecera e fazia reinar o caos no mundo. Ao conseguir castrá-lo, interrompe o ciclo de reprodução caótica de seu pai e assume o trono do mundo. Casa-se com sua irmã Cibele (Réia) e tem vários filhos, entre eles Vesta, Ceres, Juno, Plutão, Netuno e Júpiter. Reinando com tirania e crueldade faz o mundo crescer e se tornar rico e fértil, mas à custa da dor e sofrimento dos homens. Em visita a um oráculo, é profetizado que ele perderia o trono para um de seus filhos, que o trairia assim como ele fez com seu pai. Enlouquecido que ficou, como seu pai, que lhe transmitira a loucura, começa a devorar seus filhos para assim impedir que eles o destronasse. Sua mãe Gaia (Géia) evita que o Saturno enlouquecido, temendo perder o trono para um de seus filhos, devorasse o neto predestinado Júpiter (Zeus). Envolvendo uma pedra num pano, Gaia oferece a Saturno dizendo ser Zeus. Ao engolir a pedra vomita os outros filhos e inicia-se uma batalha que dura dez anos entre ele e seus filhos Júpiter, Netuno e Plutão. Ao fim da luta Júpiter e seus irmãos Netuno (Poseidon) e Plutão (Hades) repartem a universo, cabendo a ele o domínio sobre os céus e a terra. A Netuno são entregues os mares, enquanto a Plutão cabe o mundo subterrâneo e os infernos. Saturno é enviado ao Tártaro, de onde ressurgira numa nova idade de Ouro da humanidade.

Urano



No princípio existia o nada, um espaço imenso e árido. Aparece o Caos, desorganizado e inusitado. Depois de um tempo, quando o Caos perdia seu ritmo, surge GAIA (Géia), a Terra, a primeira realidade sólida. Depois veio a noite, mas ainda restava um espaço vazio imenso sobre GAIA. Sentindo-se sozinha cria um companheiro igual a ela : o Céu (URANO). Apaixonando-se por GAIA, URANO a cobre e se amam. Desta união surgem muitos filhos, violentos e tempestuosos, entre eles os Titãs, as fúrias da natureza. Quando o caos estava ficou organizado, com todas as divindades e elementos primordiais (fogo, terra, ar e água) foi chamado de Cosmos. URANO, pai de todas as criaturas, via que era bom o que criava, mas também via que havia filhos terríveis e imperfeitos. Inconformado com sua criação hedionda, despedaçava esses filhos errados e ativava-os no Tártaro, o mundo subterrâneo, nos infernos. Ainda fecundava GAIA para tentar ter outros filhos perfeitos. Como a fecundava incessantemente, eram geradas criaturas horríveis, que ele jogava no Tártaro ou enfiava novamente no útero de GAIA, e a fecundava novamente. Urano enlouquecera, e ela não conseguia destruí-lo. Um dos filhos de Urano e GAIA, revoltava-se com esta situação. Saturno (Cronos), filho mais jovem desta união, odiava seu pai, por matar seus irmãos e, principalmente, por desrespeitar sua mãe. Cansada de ter filhos imperfeitos, e percebendo que o caos poderia voltar, faz uma foice, com materiais tirados de dentro da Terra. Pede que seus filhos matem seu pai, fazendo voltar o mundo organizado. Nenhum deles se prontifica, mas Saturno, o mais revoltado deles, aceita a missão que poria fim ao caos. A pedido de sua mãe, castra seu pai URANO. Ao conseguir castrá-lo, interrompe o ciclo de reprodução caótica de seu pai e assume o trono do mundo.

Netuno 




Netuno para os romanos. Para os gregos era Poseidon, o rei dos mares. Filho de Saturno (Cronos) e Cibele (Réia). Depois da guerra entre os deuses, que destronou se pai, o mundo foi dividido. Coube a ele o mundo dos mares. A seu irmão Júpiter (Zeus) coube o céu e a Terra, e ao seu outro irmão Plutão (Hades) o mundo infernal. Sua função era ter a supremacia dos oceanos, das ondas e das correntes, mas também provocava tempestades, abalava os rochedos e fazia brotar fontes de água, golpeando a terra com seu tridente. Percorria seu reino num carro puxado por cavalos brancos, sempre seguido pelas nereidas (cinqüenta ninfas, cada uma personificando os fenômenos do mar) e outras criaturas marinhas como os tritões, hipocampos e delfins. Um deus estranho, mais temido que adorado, era muito misterioso, podendo acalmar os mares com sua passagem, que abria vagas no mar, formando ondas tranqüilas, como também provocar tempestades, maremotos e afundar os navios dos seres humanos. Confundia os homens em suas viagens pelo mar, levando-os a se perderem em seu vasto e infinito mundo. Com suas ondas encantava os homens que eram atraídos ao fundo do mar, de onde nunca mais voltavam.

Plutão




Plutão para os romanos, Hades para os gregos. Filho de Saturno (Cronos) e Cibele (Réia), irmão de Júpiter (Zeus) e Netuno (Poseidon), participou da guerra entre os deuses que destronaria seu pai que havia enlouquecido. Ao fim da guerra, o mundo foi dividido entre os deuses. Zeus fica com os céus e cria o Olimpo. Netuno fica com os mares e por muito tempo com a superfície. A Plutão restou as profundezas e o mundo dos mortos. Neste mundo subterrâneo reinava o terror. Por conta de sua dureza nenhuma deusa o desposou, obrigando-o a raptar Perséfone (Proserpina), que foi estuprada e amada imensamente, reinando nos infernos como sua rainha. Possuía um capacete que o tornava invisível e detinha um poder a que chamavam de FORÇA. Amado e odiado, tinha uma carruagem negra puxada por cavalos negros que soltavam chamas verdes pelas ventas. Quando vinha à superfície provocava terremotos e trazendo morte e destruição, sempre acompanhado de seu cão de três cabeças, Cérbero. Causava entre os homens atração e repulsa, sendo considerado um deus terrível. Não havia templos nem altar em seu nome, mas era respeitado por trazer a destruição e a possibilidade de renascimento e riqueza.

Quaoar:

Quaoar significa "força de criação" na língua da tribo tongva, os primeiros habitantes da bacia de Los Angeles. , onde trabalham os pesquisadores que descobriram este novo objeto, Michael Brown e Chadwick Trujillo, tem sua sede na cidade de Los Angeles. Na região onde atualmente fica esta cidade, existia uma tribo de índios norte-americanos chamados Tongva. Para eles Quaoar era o deus da criação. Quaoar teria descido dos céus e, depois de transformar o caos em ordem, colocou o mundo nas costas de 7 gigantes. Em seguida, Quaoar criou os animais inferiores e, depois, criou a humanidade.

 Éris:



Éris é melhor conhecida como a deusa da discórdia. Dizia-se que sempre seguia seu irmão Ares nas batalhas. Freqüentemente auxiliava-o na tarefa de instigar conflitos e atos violentos.
De acordo com algumas versões do mito, foi ela quem ajudou a provocar a Guerra de Tróia. A história é a seguinte: Peleu e Tétis, que seriam os pais de Aquiles, convidaram todos os deuses do Olimpo para seu casamento, menos Éris (óbvio, quem iria convidar a deusa da discórdia para uma cerimônia destas?). A enciumada Éris vingou-se aparecendo de surpresa e jogando na mesa uma maçã de ouro onde havia a inscrição: "à mais bela". As deusas Atena, Hera e Afrodite imediatamente começaram a disputar a maçã (daí a expressão "pomo da discórdia") e, não chegando a um acordo, chamaram um mortal, o príncipe Páris, de Tróia, para decidir entre as três.
Como Páris estava em dúvida, as três deusas tomaram a iniciativa de suborná-lo: Hera ofereceu-lhe influência política; Atena, habilidade no combate; já a esperta Afrodite foi direto ao ponto, oferecendo a Páris a mulher mais bela do mundo. Páris deu a maçã a Afrodite e recebeu em troca o amor de Helena, esposa do rei de Esparta, Menelau. Ao unir-se à bela, condenou sua própria cidade, pois os espartanos marcharam contra Tróia e reduziram-na a escombros.
Éris é, pois, a deusa que cria a polêmica, a insufladora do conflito.
Alguns mitos dão Éris como irmã de Ares e filha de Zeus e de Hera. Hesíodo, porém, em O Trabalho e os Dias, apresenta-a como filha mais velha de Nyx, a noite, e irmã de Algea (a dor), de Limos (a fome), de Dysnomia (a desordem), das Moiras (as três fiandeiras do destino), de Tânatos (a morte) e de outras entidades do mesmo calibre.
Nyx, a mãe de Éris, era uma das divindades primordiais, nascida diretamente do Caos. È descrita a percorrer os céus com um manto negro, além de ser patrona das bruxas e feiticeiras. A "morada" de Nyx, para os gregos, costumava ser associada ao Ocidente. Assim Éris, se compreendida como filha de Nyx, também partilha um pouco desta "qualidade ocidental".

Sedna: 



Sedna é uma das principais deusas inuit, é conhecida como a Mãe dos Animais Marinhos.
Várias são as lendas sobre a origem de Sedna e todas tem em comum o fato dela ser uma bela jovem humana vivendo com seu pai.
De acordo com uma dessas lendas, Sedna surgiu como uma mortal, que foi seduzida por um belo caçador em uma canoa. Quando ela embarcou na canoa, percebeu que fora enganada, pois o belo rapaz se revelou como um espírito-pássaro e a obrigou a se casar com ele.
O tempo passou e o pai de Sedna foi visitá-la, percebendo que sua amada filha morava num lugar imundo. Ele a colocou num barco, para fugir de volta para seu lar. Porém, o espírito-pássaro invocou uma tempestade ártica para frustrar a fuga.
Então o pai se desesperou e jogou Sedna ao mar. A jovem, contudo, se agarrou na borda do barco e seu pai se sentiu obrigado a cortar seus dedos. Os dedos cortados se transformaram em animais marinhos, como focas, baleias e morsas.
Sedna foi morar no fundo do mar, de onde reina sobre os animais marinhos.
Outra versão do mito explica que Sedna, uma moça jovem e muito galanteada pelos jovens do povoado onde vivia, nunca aceitava seus pretendentes - até que se apaixonou por um cachorro e com ele casou.
Os jovens pretendentes, raivosos, levaram a moça para o mar dentro de uma canoa e a jogaram nas águas geladas. Para se salvar, Sedna agarrou-se na lateral do barco, mas os homens cortaram seus dedos para que ela morresse afogada.
Quando seus dedos caíram no mar, transformaram-se nas primeiras focas e outros seres marinhos enquanto Sedna ia para o fundo, onde se transformaria na Rainha dos Seres Marinhos.
Sedna, devido ao grande sofrimento pelo qual passou, tornou-se rancorosa, e quando alguém a ofende ela prende todos os animais para que ninguém possa pescar nem caçar. Um homem bravo, com poderes de xamã, deve então ir até o fundo do mar para pentear e desenbaraçar os cabelos de Sedna - sujos e lodosos pelos pecados humanos que afundam na água. Sedna fica agradecida ao ter seus cabelos limpos e arrumados em duas grandes tranças e, por isso, liberta os animais para que a humanidade possa se alimentar outra vez.

Varuna ou Aceanus:

O planeta pode ser chamado de Varuna, deus indiano que se locomove em cima de um lagarto ou Oceanus filho de Gaia com Urano, não importando ambos regem as primeiras formas de vida como os animais marinhos e os répteis.

Varuna:



Varuna era um deus arquiteto e ferreiro;, devido a isso possuía um conhecimento infinito. Organizou os ciclos do Sol, colocou cada rio em seu caminho, ordenou as fases da Lua, estruturou o relevo da Terra e se encarregou de nunca deixar o oceano cheio demais. Por tudo isso ele tornou-se o rei dos deuses e assim pôde dominar também sobre o destino dos homens; sustentando a vida e a protegendo do mal. Porém um grande monstro desafiou os deuses e também Varuna. E uma profecia revelou que Varuna não poderia vencê-lo. O único capaz de vencer o monstro seria Indra , que ainda nasceria, e após vencer, tomaria o lugar de Varuna. Varuna tentou impedir o nascimento de Indra, mas foi impossível, o jovem deus nasceu e tendo poder sobre os raios e tempestades venceu o monstro e se tornou o novo rei dos deuses. Varuna então se tornou o rei dos oceanos e senhor da Noite, dividindo o céu com Surya o deus do Dia.

Oceanus: 



Na "Mitologia grega" Oceano, era o imenso rio que rodearia a Terra, personificado pelo Titã de mesmo nome, filho de Urano e Gaia que tinha um corpo formado por um Torso de um Homem, com garras de Caranguejo tal qual chifres na cabeça e grande Barba, terminando com a cauda de uma Serpente.
Alguns estudiosos consideram que Oceano representava originalmente todas as massas de água salgada, incluindo o Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, as duas maiores massas conhecidas pelos antigos gregos. Contudo, com a evolução dos conhecimentos geográficos, Oceano passou a representar apenas as águas desconhecidas do Atlântico (também chamado de "Mar Oceano"), enquanto Posídon reinava no Mediterrâneo.
Da união com sua irmã Tétis, foram originadas as Ninfa dos mares ou Oceânidas, dentre as quais Anfitrite, Tritão, Nereida, os rios, além de todos os seres marinhos, que tomavam parte ativa nas aventuras dos deuses, como os golfinhos.
Na maioria das variantes do mito da guerra entre os Titãs e os Deuses Olímpicos, ou Titanomaquia, Oceano, tal como Prometeu e Têmis não se juntaram aos seus irmãos titãs contra os Olímpicos, tendo se mantido afastados do conflito. Oceano também teria recusado aliar com Cronos na sua revolta contra seu pai Urano.



Os Signos segundo a Mitologia

Áries



No reino da Beócia, o Rei Atamante, casado com Néfele, teve dois filhos: Frixo e Hele. Atamante se apaixona por outra mulher, Ino, e renega a rainha, provocando a desgraça da Beócia, fazendo sua terra ficar infértil. Ino sugere a Atamante que sacrifique seus filhos a Zeus para que a terra frutifique. Néfele, para salvar seus filhos, pede ajuda a Netuno (Poseidon) que lhe entrega um carneiro voador com o pelo de ouro (velocino), fruto da união de Netuno e Teófana. O carneiro, chamado Crisómalo, leva em fuga Frixo e Hele para o reino da Cólquida, no fim do mundo, fugindo da Ira de Ino e Atamante. Chegando à Cólquida, Frixo oferece o carneiro em sacrifício a Zeus e oferece o velocino de ouro ao rei Eétes da Cólquida. Interessado em ter em seu poder o velocino, que trazia fartura à terra, Eétes oferece sua filha em troca do velocino. Desta união nasce Argos, filho de Frixo, que é morto para que o velocino ficasse definitivamente na Cólquida. Argos é lançado ao mar para morrer, mas é recolhido pelos deuses do Olimpo.
Num outro reino, chamado de Iolco, Esão acabara de assumir o trono e se casa com Polímede, tendo um filho chamado Jasão. Pélias, meio irmão de Esão, usurpa o trono e mata Esão e Polímede, lançando ao mar a criança herdeira do trono. Jasão, ainda bebê, é recolhido pelos deuses e levado ao Olimpo, onde é educado pelo centauro Quíron junto a outros heróis. Matando os reis de Iolco, Pélias provoca a ira dos deuses e a terra se torna infértil. Aos 21 anos, Jasão é incumbido de recuperar seu trono em Iolco. Indo ao reino da Cólquida, desafia seu tio, Rei Pélias, a entregar-lhe o trono. Pélias concorda em entregar o trono em troca do velocino de ouro que se encontrava no fim do mundo. Jasão aceita esta tarefa impossível e convoca seu amigo Argos para construir uma nau e chama outros heróis para ajudá-lo nesta busca. São convocados, dentre outros, Hércules, Aquiles, Castor e Pólux. Em homenagem ao seu construtor, Jasão batiza a nau de ARGOS, e os tripulantes de tornam os ARGONAUTAS, seguindo viagem protegidos pela deusa Hera e Atena.
Chegando a Cólquida, Jasão pede a Eétes que lhe entregue o velocino de ouro. Eétes diz que o velocino de ouro se encontra no fundo de uma caverna, protegido por dragões. Auxiliado por Medéia, filha traidora de Eétes e hábil feiticeira, Jasão e os Argonautas roubam o velocino. Medéia, apaixonada por Jasão o auxilia na fuga, levando seu irmão, o príncipe herdeiro do trono, Absirto, como refém. Em fuga pelo mar, perseguidos pela esquadra de Eétes, Medéia, para salvar os Argonautas e Jasão, esquarteja de irmão lançando seus pedaços, ao mar. Enquanto Eétes recolhe os pedaços de seu filho, a nau Argos foge e não é mais alcançada. Durante a longa viagem de volta, Jasão tem 2 filhos com Medéia. Em Iolco, Pélias, mesmo com o velocino de ouro trazido por Jasão, se nega a entregar o trono. Jasão desiste de ter o trono. Medéia trata então de matar Pélias, fazendo ser entronado Jasão por direito. Jasão, já entronado, apaixona-se por outra mulher e renega Medéia. Cheia de ódio, ela envenena a amante de Jasão e trucida os filhos, fugindo para a Cólquida para enfrentar seu pai. Jasão é deposto pelo povo, que vê em Jasão uma pessoa indigna de ocupar o trono. As filhas de Pélias, orientadas por Medéia, ressuscitam seu pai que assume definitivamente o trono de Iolco.



Touro



Numa praia deserta na Grécia estava uma mulher chamada Europa se banhando, quando do céu Zeus (Júpiter) a vê e se apaixona. Com a firme intenção de deitar-se com ela, percebe que Europa adorava animais grandes. Zeus se transforma então num touro branco com cornos e cascos de prata para atrair para si aquela mulher. Ao se aproximar, encantada pelo touro branco, Europa monta em Zeus, que rapidamente entra no mar e foge para a ilha de Creta. Lá, voltando à sua forma original, Zeus fecunda a mulher, que dá a luz a um menino chamado Minos. Zeus dá a ilha a Minos e a torna fértil e rica, repleta de touros brancos em homenagem à forma como ele tinha sido concebido.
Minos, ao crescer tornou-se o Rei de Creta, esposando Pasifae. Querendo ser mais rico do que já era, Minos faz um pacto com Netuno (Poseidon) para que ele tivesse sua riqueza triplicada e se assim acontecesse, entregaria a Netuno seu melhor touro em pagamento. Naquela mesma noite, tem suas riquezas quadruplicadas por Netuno. Na manhã seguinte, Minos, vendo que seu reino era mais fértil e rico do que jamais tinha sido, percebe ter chegado à hora de pagar sua dívida. Não querendo desfazer-se de nada, resolve entregar a Netuno um touro de segunda categoria em forma de pagamento. Netuno, percebendo ter sido enganado, resolve vingar-se do Rei de Creta. Chama Vênus (Afrodite) para ajudá-lo na vingança. À noite, Vênus entra no coração da rainha Pasifae, mulher de Minos, e implanta um amor alucinante pelo touro que teria que ser entregue a ele. A rainha, incapaz de conter seu desejo, pede ajuda a Dédalo, arquiteto do palácio, pedindo a ele que construísse uma vaca de madeira para que pudesse se aproximar do touro e deitar com ele. Percebendo ser isto um segredo de estado, Dédalo chantageia Pasifae, exigindo ouro e comida.
Dessa união de Pasifae com o touro branco nasce o monstro Minotauro, homem com cabeça de touro terrível, necessitando de carne humana para saciar sua fome. Sendo o Minotauro a vergonha do Rei Minos, pede a Dédalo que construa um labirinto, de onde se pudesse entrar, mas não se pudesse sair, encarcerando a criatura. Dédalo, também chantageando Minos, exige ouro e comida. Minos invade Atenas e subjuga seu povo fazendo-os escravos. Semanalmente levava 7 rapazes e 7 moças virgens para aplacar a fome do Minotauro.
Teseu, filho do Rei de Atenas, junta-se a um grupo de jovens que seriam sacrificados, com o intuito de matar o Minotauro. Em Creta encontra Ariadne, filha do rei Minos, que se apaixona por ele e o ajuda a entrar no labirinto entregando-lhe um novelo de lã para entrar no labirinto e voltar após cumprir sua missão. Teseu mata o Minotauro e volta para sua casa, abandonando Ariadne. Minos, furioso, prende Dédalo dentro do labirinto criado por ele mesmo, que se vendeu pelo desejo e pela cobiça, encarcerando-o em sua própria criação. A parte animal do Minotauro é colocada no céu, enquanto sua parte humana apodrece na Terra.



Gêmeos



No dia do casamento de Tíndaro, Rei de Esparta, Leda, sua noiva, foi banhar-se num lago construído especialmente para ela, atrás do palácio real. Zeus, como sempre, sobrevoava aquela região, e ao olhar para baixo, viu Leda, exuberante e totalmente nua num lago cheio de cisnes. Apaixonando-se imediatamente, Zeus resolve transformar-se num cisne branco para se aproximar e deitar com Leda. Atraindo Leda em sua direção eles se amam, ainda com Zeus em forma de cisne. Naquela mesma noite ela deita com Tíndaro. Dessa dupla união nascem de Leda dois ovos. Num deles estavam Castor e Helena, a parte mortal, filhos de Tíndaro. No outro ovo estavam Pólux e Clitemnestra, filhos de Zeus e imortais. Castor era mortal, filho de homens, e Pólux imortal, filho de deuses, mas apesar disto viveram unidos em profunda amizade. Os deuses os chamaram de dióscuros, filhos dos deuses, e foi designado Mercúrio (Hermes) para dar-lhes o ensinamento sobre as artes e as lutas, plantando-lhes a semente da inteligência, da astúcia e da curiosidade.
Desde pequenos eram queridos pelas pessoas, pela sua simpatia e alegria. Zeus, que já havia tido muitos filhos, os considerava seus filhos mais amados, por terem nascido do fruto de um amor verdadeiro e serem os únicos que o tratavam como um pai, sempre o respeitando e demonstrando carinho. Foram designados a Quíron, no Olimpo, que os ensinou e orientou por muito tempo. Tiveram contato com outros heróis e foram convocados a fazer parte da tripulação da nau Argos, que, comandada por Jasão, iria em busca do Velocino de Ouro que se encontrava no reino da Cólquida. Nas inúmeras batalhas da expedição, distinguiram-se pela coragem e astúcia, um defendendo o outro e o outro defendendo o um, e os dois defendendo todos. Castor, o mortal, dominava os animais e as armas e Pólux, imortal, era invencível e astuto. Ambos eram extremamente leais entre si e com os outros argonautas.
Durante toda a viagem eles se encarregavam de defender a nau e seus companheiros, mas à noite, quando todos estavam cansados e desanimados, Castor e Pólux faziam pantomimas e divertiam a tripulação, que os tinha como grandes guerreiros, mas também amigos e companheiros valorosos. Terminada a aventura dos Argonautas, os gêmeos voltaram à sua terra onde seriam conhecidos por defenderem os fracos e os jovens. Numa região próxima morava Léucipo, irmão de Tíndaro, que tinha duas filas belíssimas, Febe e Ilaira. Quando as conheceram os gêmeos se apaixonaram imensamente, mas como eram noivas resolveram raptá-las. Dias depois, os noivos enraivecidos, e em perseguição aos gêmeos, os alcança num campo de guerra. Desafiados pelos noivos, inicia-se uma batalha que duraria dias.
Sempre estavam lutando juntos, Castor e Pólux, um defendendo o outro e o outro defendendo um. Castor era humano e mortal, sendo mais firme e ligado à terra. Pólux era um deus e imortal, mais ligado aos céus e à mente. Por um átimo de segundo, Pólux se distrai. O suficiente para seu irmão ser traspassado por uma lança que o atinge do pulmão até a garganta, caindo esvaindo-se em sangue. Neste instante, ouvindo o grito de dor de seu irmão, e cheio de ira, ele mata todos ao seu redor e vai em direção de seu irmão que morria. Pegando-o em seus braços arranca a lança do peito de seu irmão que começa a Ter uma imensa hemorragia. Desesperado ele lança u grito de dor que é ouvido no Olimpo. Zeus, reconhecendo o grito de um de seus filhos favoritos corre em direção ao campo de luta e vê uma cena dantesca. Seus filhos mais adorados em desespero.
Pólux implora que Zeus interceda neste instante, impedindo Castor de morrer ou que também lhe tirasse a vida, pois “não poderia viver sem ele mesmo”. Como Zeus não podia interferir nas questões de vida e morte e nem retirar a imortalidade de seu filho, Pólux pede a seu pai que transfira a imortalidade dele para seu irmão para que ele pudesse viver. Sem saber o que fazer, pois essa transferência mataria Pólux, que não seria mais imortal, é forçado por Pólux a realizar imediatamente a transferência. Assim que Castor recebe a luz da imortalidade, Pólux começa a morrer do mesmo ferimento de seu irmão. Castor pede o mesmo a Zeus, e imediatamente é reiniciada a transferência. Inconformados com a situação, resolve-se que eles trocariam vida e morte diuturnamente . Enquanto um estava na terra outro estaria no céu e quando trocassem de posição poderiam se encontrar. Insatisfeitos resolvem realizar estas trocas com cada vez mais freqüência, tornando-se os dois imortais, ficando juntos para sempre.



Câncer




Um dia Zeus (Júpiter) apaixonou-se pela deusa Thétis. Pouco antes de se unir a ela, é avisado telepaticamente por Prometeu, que estava acorrentado de ponta cabeça no pico do Monte Cáucaso, de que se consumasse a união, nasceria um deus que seria o maior de todos os deuses do Olimpo, tomando seu lugar, assim como ele já havia tomado o lugar de seu pai Cronos (Saturno) e esse tomado o lugar de seu avô, o Céu (Urano). Sendo avisado dessa profecia, foge de Thétis. Para garantir seu reinado pede a Afrodite (Vênus) que impeça qualquer deus de se aproximar dela, e implantasse em seu coração um amor imenso pelo mortal Peleu. Dessa união nasce Aquiles, uma criança normal e mortal, garantindo o futuro do reinado de Zeus. Avisada por Mercúrio (Hermes) sobre essa trama armada por Zeus, Thétis tenta compensar o infortúnio de seu filho mergulhando-o nas águas do Rio Éstige, que tinham o poder de deixar os homens invencíveis, desde de que não retornassem e atravessassem suas corredeiras. Thétis, temendo pela vida de seu filho não o joga, mas o mergulha de cabeça, permanecendo com os calcanhares para fora.
Desistindo de sua intenção, volta para casa e percebe que seu filho, por ter ficado mergulhado muito tempo nas águas, tinha se tornado invencível em todo seu corpo, mas como os calcanhares de Aquiles ficaram fora d’água, se tornaram seus pontos fracos. Faz botas e treina Aquiles para sempre proteger seus pés, nunca lhe contando o motiva de tanta precaução. A pedido de Zeus, Aquiles é enviado ao Olimpo para ser educado por Quíron, o centauro, aprendendo todas as artes e integrando-se aos heróis que já estavam com Quíron. Junto com Jasão e outros Argonautas, vai em busca do Velocino de Ouro, quando em uma das batalhas percebe a sensibilidade de seus calcanhares, numa luta com um soldado. Retornando à Cólquida força sua mãe a contar-lhe o porque de tanto cuidado com seus calcanhares.
Percebendo não ser dono de seu destino, foge de casa de casa, mas Thétis, chantageando-o emocionalmente, impede Aquiles de ir embora. Zeus, compadecido, oferece-lhe um presente. Teria que escolher entre ser um herói, reconhecido por toda a eternidade, mas morrer cedo, ou ter uma vida longa, sem glórias e morrer no anonimato. Jovem que era, Aquiles escolhe morrer cedo. Sua mãe, ao saber da escolha, intercede a Zeus para que reverta a escolha de Aquiles. Ao saber que sua mãe, mais uma vez, interfere em seu destino, resolve fugir, e mais uma vez Thétis o impede de fugir, alegando ser ele frágil e que tinha se dedicado por toda a vida a ele. Já desesperançado, Aquiles passa a viver na solidão, até que um dia conhece uma jovem, resolvendo fugir para desposá-la.
Na Batalha de Tróia é atingido por Páris, príncipe troiano, que conhecia sua fragilidade, desferindo um golpe fatal em seu calcanhar. Aquiles tomba mortalmente.
Aquiles é então enterrado, mas mesmo assim sua imagem chega a nós até hoje como um dos grandes heróis da antiguidade.



Leão



Na cidade de Neméia vivia no fundo de uma caverna um leão terrível, concebido por Selene, uma temida feiticeira, que querendo vingar-se dos habitantes da cidade que a haviam expulsado, faz surgir esta criatura. Cobrindo a pele do leão com uma poção mágica, ela se torna indestrutível, sendo incapaz de ser transpassada por qualquer arma criada pelos homens. Quando saía da caverna devorava os habitantes de Neméia, do mais humilde ao mais poderoso. Assim padecia a cidade com a fúria de Selena. No Olimpo, vários heróis eram instruídos pelo centauro Quíron, e dentre eles se destacava Hércules, filho de Zeus com uma mulher da Terra. Percebendo sua bravura, lealdade e dignidade, apesar de seu orgulho, Zeus resolve iniciar Hércules nos mistérios do Olimpo, entregando-lhe 12 Tarefas para que trilhasse o caminho iniciático.
No saguão de seu palácio, Zeus escreve com letras de fogo em uma folha de ouro, as 12 Tarefas. O primeiro trabalho iniciático seria salvar os homens da Terra matando o Leão de Neméia. Indo em direção a Neméia, Hércules, acompanhado pelo seu Mestre Quíron, tenta entender o motivo desta tarefa tão simples. Ao encontrar a caverna Hércules separa algumas armas e entra decidido a matar a criatura. Ao se aproximar do fundo da caverna, escura, úmida e quente, ele percebe que o leão vem lentamente em sua direção. Enorme que era, mais alto que Hércules, fixa o olhar em Hércules, permanecendo assim por alguns momentos, a poucos metros. Seus olhos eram brilhantes e enigmáticos. Hércules é surpreendido pelo ataque do leão e trava uma batalha terrível.
Nada conseguindo foge para fora, assustado e inconformado por não ter matado um simples leão. Junta mais armas e novamente entra para enfrentar definitivamente a criatura. Lentamente ela se aproxima e fixa seus olhos brilhantes em Hércules, ficando a poucos metros de seu rosto. Mais uma vez ele é surpreendido pelo ataque feroz do monstro, fugindo logo após ser ferido pelas garras e dentes do leão. Fora da caverna, reflete sobre a tarefa e vê suas armas todas quebradas a amassadas. Decidido a terminar aquela tarefa, percebe que não conseguiria matar o leão com armas. Talvez fosse essa a tarefa : usar sua razão e sua força. Resolve então tirar suas roupas e entrar mais uma vez na caverna, nu e sem armas.
Aproximando-se do fundo vê o leão se aproximando e espera. Chegando mais perto, o monstro fixa o olhar em Hércules, arregalando os olhos. Surpreso, Hércules vê que o brilho nos olhos do leão era um espelho, que refletia sua imagem. Ferozmente o leão avança contra Hércules. Depois de uma longa luta, Hércules agarra a garganta do leão e puxa com força, quebrando seu pescoço. O leão cai morto. Levando seu corpo para fora da caverna ele vê o tamanho do animal e resolve olhar mais uma vez em seus olhos. Não havia nada lá dentro. Ele havia conseguido vencer a si mesmo e ao seu orgulho. Arranca o pelo do animal e faz uma túnica.Com o crânio do leão faz um capacete, que usaria em todas as outras tarefas.




Virgem



Deméter (Ceres), deusa dos campos dourados, que trabalhava incessantemente junto aos homens, ensinando-lhes o plantio e a colheita de trigo, tinha uma filha chamada Perséfone (Proserpína), uma jovem virgem adolescente com os cabelos dourados como os raios de Sol. Sua mãe, Deméter, a incumbia de colher ramos de trigo em um campo separado dos outros, preservando-a do contato com os homens. No mundo subterrâneo habitava um deus chamado Hades (Plutão), senhor dos infernos e do mundo dos mortos. Em uma de suas passagens pela superfície, Hades avista Perséfone nos campos de trigo e se apaixona imensamente por ela. Indo em sua direção, agarra-a pelos cabelos e a coloca em sua carruagem negra puxada por cavalos negros que soltavam chamas verdes das ventas. A terra se abre num terremoto e Hades rapta Perséfone, levando-a ao seu reino nas profundezas.
Lá, amarrando-a em sua cama, a estupra dezenas de vezes. Na superfície, ao fim de mais um dia de trabalho, Deméter percebe o desaparecimento de sua filha e, desesperada gritava seu nome pelos campos. Depois de nove dias e nove noites, desiludida e cheia de dor, Deméter torna-se estéril e a vegetação sob seu domínio responde da mesma maneira, tornando a terra infértil e árida, trazendo a fome e a desolação aos homens. No Olimpo, Zeus (Júpiter), irmão de Hades, que tinha assistido a tudo, resolve intervir, chamando Hermes (Mercúrio) para ir até as profundezas para convencer Hades a libertar Perséfone. Somente ele tinha condições de entrar nos infernos por possuir a palavra sagrada impronunciável que abria os portais do mundo dos mortos. Sendo o deus da palavra ele havia um dia conseguido escutar esta senha e a repetir, tendo livre acesso ao reino de Hades. Indo até lá e encontrando Hades, surpreende-se. Ao tentar convencê-lo a libertar Perséfone, Hades diz que ele poderia levá-la a qualquer instante.
Sua surpresa maior foi pelo fato de que Perséfone se recusava a voltar à superfície. Após ter conhecido o prazer e ter se sentido fértil, conhecendo os frutos da romãzeira dados por seu esposo Hades, que a deixara uma mulher exuberante e madura, negava-se a sair de lá, local onde tinha se transformado e tido contato com o outro lado da vida e se apaixonado por seu amo e senhor. Hermes leva a questão a Zeus, que percebendo não poder interferir nas questões do amor entre ela e seu irmão, profere uma sábia sentença : Perséfone não se separaria de Hades, que tanto amava, mas não poderia deixar sua mãe que, triste, não permitia a terra produzir alimento aos homens. Decide então que ela passaria nove meses na superfície, junto a sua mãe Deméter, período de florescência, maturação e colheita. No período invernal, nos três meses seguintes, enquanto a terra dormia, passaria em companhia de seu esposo Hades. Perséfone deveria realizar este serviço imposto, tomando consciência de que serviria ao esposo, dando-lhe prazer e recebendo amor, mas que também serviria à terra, à mãe e à natureza.



Libra



Páris, príncipe troiano, nasceu com o dom da diplomacia e da elegância. Educado com todo o cuidado, dedicou-se às artes, ao direito e aos cerimoniais. Conhecido como um homem justo e imparcial, Páris era admirado pelos súditos e pelos deuses, que reconheciam nele um homem de bem. Naquele tempo, no Olimpo, ocorria uma disputa acirrada entre as deusas Afrodite (Vênus), Palas Atena (Minerva) e Hera (Juno), mulher de Zeus (Júpiter). Cada uma delas se dizia a mais bela do Olimpo, o que dividia os deuses, dando início a uma guerra terrível. Zeus então decide que haveria um torneio entre as deusas para resolver esta questão. Para não haver favorecimentos, Zeus designa Páris para ser o juiz dessa contenda. Hermes (Mercúrio) é enviado à Terra para informar Páris ele deveria ir imediatamente ao Olimpo e dar fim à guerra, escolhendo ele a mais bela deusa.
Temendo ofender as deusas e mais ainda, temendo ser perseguido por elas, que apesar de serem deusas, eram terríveis e vingativas, recusa o convite. Zeus, irado, força Páris a aceitar e escolher entre as deusas a que receberia o título de a mais bela do Olimpo. Realizado o torneio, onde elas mostraram suas habilidades, dons e beleza, Páris é recolhido a uma cela, de onde sairia somente com a resposta final. Nos dias em que ficou enclausurado, Páris recebe a visita de cada uma das deusas que tentavam suborná-lo. Hera oferece-lhe o império do Mundo e todas as suas riquezas. Atena faria dele um guerreiro valente e invencível. Afrodite oferece-lhe sua cooperação e proteção e garante-lhe o amor da mulher que ele quisesse na Terra.
Temendo as conseqüências, Páris tenta postergar a decisão o mais que podia, provocando mais uma vez a ira de Zeus, que o força a decidir imediatamente, diante de todos os deuses que, ansiosos, esperavam o resultado. Acuado, viu que não teria outra alternativa a não ser escolher uma das deusas. Refletindo sobre tudo o que havia sido oferecido a ele, Páris percebe que se escolhesse Hera, de nada lhe adiantaria a riqueza da Terra se tivesse as outras duas deusas como inimigas. Se escolhesse Atena, seria um guerreiro invencível, que lutaria eternamente contra as outras deusas. Aceita então a proteção de Afrodite e escolhe para si a mulher que ele desejava na Terra. Afrodite o protege da ira das outras deusas e traz a ele Helena, a mulher que ele amava, dando início à Guerra de Tróia, tendo como inimigos os gregos, Hera e Atena que se uniram a eles para guerrear contra os troianos.



Escorpião



Numa cidade na Grécia vivia Hireu, um camponês que habitava uma simples casa de barro. Hireu, assim como seus pais, era imigrante e há tempos atrás haviam chegado à região. Seus pais adquirem um sítio e um touro, para que pudessem arar a terra, plantar e vender alimentos. Num terrível terremoto seus pais morrem e Hireu, ainda jovem assume a terra. Tempos depois ele se casa, apaixonado que estava por uma jovem. Pensava assim constituir família e fazer valer o nome de sua família. Pouco tempo após o casamento um novo terremoto leva sua jovem esposa. Cheio de amargor pela vida, promete nunca mais se unir a nenhuma outra pessoa, enterrando sua mulher amada no fundo do terreno.
Zeus (Júpiter) acompanhado de Poseidon (Netuno) e Hermes (Mercúrio), estavam na Terra e precisavam pernoitar em algum lugar. Zeus ordena a Hermes que procurasse um lugar onde pudessem pousar por uma noite. Hermes encontra a casa de Hireu e comunica aos deuses ter encontrado um lugar ideal. Indo até lá, pedem a Hireu que os acolhesse. Espantado, concorda, temendo negar e enfurecê-los. Para homenagear os deuses, Hireu oferece seu touro em sacrifício. Sensibilizados os deuses permitem-lhe um desejo. Desejando ter um filho para dar continuidade ao seu nome, ele pede um filho. Zeus, Poseidon e Hermes implantam uma gota de sêmen de cada um no couro do touro morto, e fazem Hireu enterrá-lo. Zeus o orienta que esperasse nove meses e seu desejo seria concedido. Após este período, surge, de um terremoto, na cova onde estavam os restos do touro, Órion, o gigante caçador.
Concebido sem mãe e nascido dos restos de um animal, sua alma permanece primitiva, mas com força, velocidade e sentidos aguçados, mas sem sentimentos morais. Estranho que era não tinha amigos, a não ser um certo Enopião, fabricante de vinhos. Certo dia, Órion, animalescamente, estupra a mulher de Enopião, Mérope. Em vingança, Enopião embriaga Órion e vaza seus olhos, tão necessários à sua função de caçador. Passa a errar sem destino, até que encontra Hefestos (Vulcano), que consultando um oráculo, o aconselha a expor seus olhos ao deus Hélios (o Sol) para receber de volta a luz em seus olhos. Pela manhã o deus Hélios aparece no horizonte, que entrega um feixe de raios solares à deusa Aurora que inicia a distribuição sobre a vegetação ainda molhada pelo orvalho. Os raios solares entram nos olhos de Órion e ele recupera a visão.
Com os olhos ardentes de fogo, vê à sua frente a deusa Aurora, que se apaixona e deita com ele. Órion deduz serem as mulheres fáceis e inferiores. Resolve voltar e se vingar de Enopião, mas no caminho encontra Artemis (Diana, a caçadora) e tenta seduzi-la e penetrar em seus mistérios. Na luta contra o desejo de Órion, Artemis bate uma clava no chão lodoso, surgindo das profundezas um animal terrível e venenoso, um escorpião, que persegue Órion. Alcançando-o, desfere uma ferroada em seu coração e o mata. Essa cena é imortalizada no céu na constelação de Órion, tendo ao seu lado o temido escorpião.



Sagitário



Tessália. Região montanhosa da Grécia, onde andavam os cavaleiros e seus cavalos para proteger os rebanhos. Ixião, criador de cavalos, apaixona-se platonicamente por Juno (Hera) mulher de Zeus (Júpiter). Sabendo dessa paixão, e sentindo-se traído por essa paixão oculta, Zeus faz uma nuvem na forma de sua mulher. Ixião, enganado, une-se à nuvem, e num sonho fantástico, nasce um centauro, criatura metade homem, metade cavalo. Esse centauro une-se a uma égua e dá origem a vários outros centauros. Todos eles eram violentos, agressivos e cruéis, mas também alegres e impulsivos.
Nessa mesma região havia ninfas, doces criaturas femininas, dentre as quais havia Filira, filha de Oceano. Saturno (Cronos) apaixona-se por ela e para fugir da vigilância de sua mulher Cibele (Réia) transforma-se num cavalo para se aproximar dela. Enquanto se amavam. Dessa união nasce um centauro chamado Quíron. Ao ver a monstruosidade a que dera a luz, Filira recusa este seu filho e os deuses, castigando-a, a transformam num limoeiro, para que não tivesse memória nem consciência, amargando para sempre na Terra. Recolhido pelos deuses, Quíron é levado ao Olimpo, onde viveu entre eles por muito tempo.
Ao crescer, desejando entender o universo, começa a ler todos os livros existentes nas bibliotecas do Olimpo, adquirindo um conhecimento imenso de todas as artes. Já adulto, é entregue a ele a educação dos filhos dos deuses e outros mortais para que fossem por ele educados. Em recompensa, Zeus lhe dá a imortalidade, tornando-o também um deus. Entre seus pupilos estavam Jasão e todos os argonautas, Teseu, Castor e Pólux, Peleu, Enéias, Ulisses, Telêmaco e outros heróis e deuses. Hércules havia sido encarregado de cumprir 12 tarefas que o levaria a ser iniciado nos mistérios do Olimpo, e dentre elas estava a tarefa de matar a Hydra de Lerna, um animal terrível com sangue venenoso e mortal. Lerna era perto da região da Tessália, e Quíron acompanha Hércules nessa tarefa.
Aguardando Hércules, que iria matar a Hydra com flechas, Quíron é abordado por centauros que o desafiam para uma luta. Ao regressar, Hércules, vendo ao longe a batalha injusta de Quíron com dezenas de centauros, desfere uma flechada para atingir o chefe deles, mas ao perceber a intenção, o centauro chefe se afasta, indo a flecha atingir a coxa de Quíron. Sendo imortal, o veneno não tiraria sua vida, mas a produziu uma ferida doloridíssima e incurável. Durante anos tentou suportar a dor, mas rendendo-se a ela implora aos deuses que lhe tirassem a imortalidade para que pudesse parar de sentir dor tão lancinante. Os deuses, compadecidos, atendem seu pedido, mas imortaliza sua memória transformando-o na constelação do Sagitário, um centauro com o arco e a flecha em suas mão para registrar a morte trágica de seu mestre e amado amigo.



Capricórnio



No princípio existia o nada, um espaço imenso e árido. Aparece o Caos, desorganizado e inusitado. Depois de um tempo, quando o Caos perdia seu ritmo, surge Gaia (Géia), a Terra, a primeira realidade sólida. Depois veio a noite, mas ainda restava um espaço vazio imenso sobre Gaia. Sentindo-se sozinha cria um companheiro igual a ela : o Céu (Urano). Apaixonando-se por Gaia, Urano a cobre e se amam. Desta união surgem muitos filhos, violentos e tempestuosos, entre eles os Titãs, as fúrias da natureza. Quando o caos estava ficou organizado, com todas as divindades e elementos primordiais (fogo, terra, ar e água) foi chamado de Cosmos. Urano, pai de todas as criaturas, via que era bom o que criava, mas também havia filhos terríveis e imperfeitos. Inconformado com sua criação hedionda, despedaçava esses filhos errados e ativava-os no Tártaro, o mundo subterrâneo, nos infernos.
Ainda fecundava Gaia para tentar ter outros filhos perfeitos. Como a fecundava incessantemente, eram geradas criaturas horríveis, que ele jogava no Tártaro ou enfiava novamente no útero de GAIA, e a fecundava novamente. Urano enlouquecera, e ela não conseguia destruí-lo. Um dos filhos de Urano e Gaia, revoltava-se com esta situação. Saturno (Cronos), filho mais jovem desta união, odiava seu pai, por matar seus irmãos e, principalmente, por desrespeitar sua mãe. Cansada de ter filhos imperfeitos, e percebendo que o caos poderia voltar, faz uma foice, com materiais tirados de dentro da Terra. Pede que seus filhos matem seu pai, fazendo voltar o mundo organizado. Nenhum deles se prontifica, mas Saturno, o mais revoltado deles, aceita a missão que poria fim ao caos. A pedido de sua mãe, castra seu pai Urano. Ao conseguir castrá-lo, interrompe o ciclo de reprodução caótica de seu pai e assume o trono do mundo. Casa-se com sua irmã Cibele (Réia) e tem vários filhos, entre eles Vesta, Ceres, Juno, Plutão, Netuno e Júpiter. Reinando com tirania e crueldade, faz o mundo crescer e se tornar rico e fértil, mas à custa da dor e sofrimento dos homens.
Em visita a um oráculo, é profetizado que ele perderia o trono para um de seus filhos, que o trairia assim como ele fez com seu pai. Assim como seu pai, Saturno enlouquece, como seu pai, que lhe transmitira a loucura, alucinando com a possibilidade de perder seu trono para seus jovens filhos, irresponsáveis e imaturos, temendo perder o poder e o controle do mundo. Começa então a devorar seus filhos para assim impedir que eles o destronasse. Sua mãe Gaia evita que o Saturno devorasse o neto predestinado Júpiter (Zeus). Envolvendo uma pedra num pano, Gaia oferece a Saturno dizendo ser Zeus. Ao engolir a pedra vomita os outros filhos e inicia-se uma batalha que dura dez anos entre ele e seus filhos Júpiter, Netuno e Plutão. Ao fim da luta, Júpiter e seus irmãos Netuno (Poseidon) e Plutão (Hades) repartem a universo. A Júpiter (Zeus), o mais forte e valoroso, cabe domínio sobre os céus e a terra, criando o Olimpo, a morada dos deuses, tornando-se ele deus dos deuses. A Netuno são entregues os mares, enquanto a Plutão cabe o mundo subterrâneo e os infernos. Saturno é enviado ao Tártaro, de onde ressurgirá numa nova idade de Ouro da humanidade.



Aquário


O titã Japêto, filho de Urano (Céu) e Gaia (Géia), irmão de Saturno (Cronos), uniu-se a Clímene e teve quatro filhos : Menécio, Epimeteu, Atlas e Prometeu, o filho mais jovem. Prometeu tinha o Dom da profecia, e desde pequeno era criativo e inteligente, usando este Dom para comunicar-se com os deuses. Dessa maneira compreendia a essência de todas as coisas do universo. Na época do reinado de Saturno sobre a Terra, todos os homens eram iguais aos deuses, tendo sido atribuído a Prometeu, um mortal, a criação da raça humana, feitos de terra e água, ao qual ele dava o sopro divino com o ar. Com o advento do destronamento de Saturno por Júpiter (Zeus) e seus irmãos Netuno (Poseidon) e Plutão (Hades), surge a geração olímpica. Zeus impõe-se aos homens, fazendo valer sua supremacia divina. Com o aumento dos seres humanos, criados por Prometeu, eles se tornam rudes e arrogantes. Zeus, irritado com essa arrogância, impede os homens de usarem o fogo. Prometeu, compadecido dos homens, sua criação, resolve roubar o fogo do Olimpo e oferece-o aos homens, fazendo-os se tornarem muito parecidos com os deuses.
Enfurecido, Zeus, para se vingar de Prometeu e dos homens, pede a Hefestos (Vulcano) que fizesse uma virgem com uma beleza sem igual, feita de argila e água, dando-lhe luz e vida. Todas as divindades deram algo de si à criatura e Hermes (Mercúrio) lhe dá a perfídia e os discursos enganadores. Essa criatura se chamou Pandora. Desceu à terra e se aproximou de Epimeteu, irmão de Prometeu. Levava consigo uma caixa lacrada, sem saber o que continha. Epimeteu, apaixonado, a traz junto aos homens e ela se torna um deles, embora Prometeu o tivesse avisado para não receber presentes dos deuses. Epimeteu não se importa, e louco de paixão, leva-a para sua casa. Numa noite em que dormiam em seu quarto, curioso, Epimeteu abre a caixa de Pandora. Desta caixa então saem males terríveis que se espalham sobre a Terra e atormenta os homens. A violência, a miséria as doenças e tudo o que há de mal no mundo. Essa era a vingança dos deuses contra a arrogância dos homens. Não satisfeito, Zeus resolve afogar a humanidade, fazendo ocorrer um dilúvio durante quarenta dias e quarenta noites. Quando baixam as águas, ainda restavam seres humanos vivos. Deucalião, filho de Prometeu, recolhe animais e homens da Terra, para tornar a repovoá-la. Dentre esses homens estava Prometeu. Para garantir a paz no mundo e nos céus, Zeus prende Prometeu.
Pede a Hefestos (Vulcano) que construa correntes enormes e indestrutíveis, para que acorrentasse Prometeu, nu e de cabeça para baixo, no pico do Monte Cáucaso, onde uma águia viria arrancar-lhe, todos os dias, pedaços de seu fígado, que à noite se reconstruiria, e novamente pela manhã viria a águia para torturá-lo. Mesmo assim o rebelde Prometeu não se abate e, ainda orgulhoso e rebelde, desafia Zeus. Este flagelo dura trinta mil anos. Até que um dia, Prometeu envia uma mensagem telepática a Zeus, que na ocasião estava apaixonado por Thétis. De acordo com as leis do destino, desta união nasceria uma criança que seria o deus supremo de todo o universo, que o destronaria, assim como ele fez com seu pai Saturno, e seu pai com seu avô Urano. Zeus fica então em débito com Prometeu. Hércules, sabendo dessa dívida, pede a Zeus que pague com a imortalidade entregue por ele a Quíron, o centauro, que padecia de uma dor incurável, e só podendo livrar-se do flagelo se morresse. Zeus então retira a imortalidade de Quíron e a transfere a Prometeu, que se torna mais um entre os deuses imortais, afastando-se definitivamente dos homens e juntando-se a Zeus.



Peixes



Tifão, deus da seca. Inimigo hereditário dos deuses, principalmente de Zeus (Júpiter), pelo qual mantinha um ódio imortal. Foi pai de criaturas horripilantes (o cão Cérbero, a esfinge, a Hydra de Lerna). Tifão perseguiu Zeus por muitos anos e acabou arrancando-lhe os nervos essenciais da força viril e da consciência. Hermes (Mercúrio) encarrega-se de recuperar os nervos de Zeus e sua consciência, fazendo Tifão adormecer com sua flauta mágica. Tifão também perseguia Afrodite (Vênus) e Eros (Cupido), divindade da sensibilidade e das trocas sentimentais, filho de Marte (Ares) e Vênus. Um amor impossível uniria Afrodite e Eros, mãe e filho. Um dia Tifão encontra Eros e Afrodite em pleno amor e começa a perseguí-los. Numa fuga desesperada, pedem auxílio a todos os homens e deuses, não sendo atendidos por ninguém, que temiam a fúria de Tifão.
Somente a cabra Amaltéia os socorre, mostrando-lhes o caminho seguro para fugir daquele deus terrível, indicando o caminho do mar, onde Tifão não poderia mais perseguí-los. Entrando no reino de Poseidon (Netuno), finalmente se livram de Tifão, impossibilitado de entrar no mar por ser o deus da seca. Poseidon, para garantir a fuga, envia dois delfins amarrados com um laço de ouro. Eros e Afrodite montam nos delfins e os leva para as profundezas do oceano, onde viveriam seu sonho de amor eterno, onde nunca mais seriam perseguidos, nem pelos deuses, nem pelos homens. Afrodite retornou para o seu lugar de origem, onde se protegia dos monstros que a perseguiam, mas teve que abandonar a terra firme e o contato com o mundo concreto e a realidade da matéria, tornando-se prisioneira do amor num mundo distante e irreal que era o fundo do mar.